Aquecimento
Apenas avisando que em breve o blog retornará cheio de aventuras pra contar.
Be original.
Testando o Ping.fm para gerenciar o Twitter, Facebook e WordPress ao mesmo tempo!
Sobre a 5ª Semana de Março de 2010
God Mode: OFF
Meus amigos de todos os meus momentos delirantes em que eu ainda consegui escrever alguma coisa, comunico que durante algum tempo eu tive uma onda de megalomania e me achei o dono da cocada, o magnata, a bruxa má da casa de doces. Mas tenho o imenso prazer de informar que eu novamente bati a cabeça e voltei ao normal (se é que ser eu é ser normal, convenhamos), voltarei a tratar a todos como grandes amigos felizes que somos e não mais lhes chamarei de pobres mortais, seus pobres mortais.
Em breve farei um grande apanhado das minhas férias e vocês terão a angústia e o extremo sofrimento de ler minha narração, não esperem piedade vindo de um blogger de final de semana.
Eu normalmente não faço planos, ou melhor, metas de ano novo, mas não resisti e está aí embaixo uma listinha brevemente explicada do que eu planejo fazer com esse blog em 2010 (sei sei, atrasada só um mês…)
1. Aumentar conexões – Ninguém vive numa bolha, planejo fazer associações com outros blogs pra todos sermos uma grande família feliz com milhares de visitantes e muitos comentários revoltados com a ausência de fotos minhas pelado.
2. Postar de maneiras diferentes: Se eu conseguir uma câmera (ouvi um patrocinador??) vou gravar uns
vídeos pra colocar aqui, não pense que eu vou abandonar o texto! O vídeo será um complemento, não o foco. Ah, a câmera servirá para minhas fotuxas também (um ano em Manaus e não tenho UMA foto sequer, sem fotos não há fatos, concordam?).
3. Falar sobre fatos largamente irradiados: Sim, pra quem lê o meu blog desde os tempos do Na Minha Opinião Eu Acho vai identificar o estilo. Antigamente eu falava sobre coisas do meu dia a dia e grandes acontecimentos, nesse blog eu foquei mais para o lado “pessoal que acontece com todo mundo”, sem falar das mazelas da sociedade. Tentarei voltar as raízes sem desfigurar o blog.
4. Ser Honesto: Com o God Mode OFF eu volto a falar de igual pra igual, na prática irei assumir quando praticar os atos por mim comentados. Sim, sim, eu coço o ouvido com o bocal da caneta, mas ainda não coço o saco!
5. Escrever a fenomenal história da origem desse blog totalmente baseada em fatos reais, verdadeiros e perfeitamente verificáveis.
6. Matar algumas coisas do blog, como a aba Murphy. O azar está nos olhos de quem vê, eu ando serelepe demais pra conseguir enxergar qualquer coisa como azar… coração arrebatado, sabe como é.
E por aqui eu vou descendo do buzão, se conseguir cumprir metade desses ideais todos eu me sentirei o blogger mais feliz do mundo =].
Até mais!
Final de Semana No Fim do Mundo
Olá mais uma vez, meus pequerruchos.
Hoje vou mostrar pra vocês como foi o meu final de semana, não de maneira “blogger”, que só empilha um monte de fotos, mas usando-as apenas como ilustração deixando o texto como o principal, naturalmente.
Tudo começou com um convite para mais uma vez ser o “fotógrafo oficial especialmente vindo de Manaus para prestigiar o evento” (diriam dessa maneira no Focalizando). A diferença esse ano é que não apenas eu fui convidado, mas toda a família mais uns amigos da mãe da aniversariante… resumindo: a gentalha toda foi.
Assim sendo, não era necessário eu pegar um daqueles carros que fazem o percurso fim do mundo -> fim do fim do mundo (leia-se Itaituba – Trairão), pois meu pai é o feliz proprietário de um dos mais luxuosos veículos que circulam por esta cidadezinha, observe:

Lembram do Delorean?
Partimos então rumo ao Trairão sexta feira a noite, todos jogados em cima da carroceria felizes que nem mosquitos em manga podre. Infelizmente não tenho fotos desse momento de extrema excitação porque até então eu não tinha uma máquina fotográfica em mãos (você leu certo, eu ia tirar as fotos mas nem máquina eu tinha \o/). Mas saibam que foi a meia hora de travessia na balsa de Itaituba-Miritituba mais do balacobaco já vista.
Pois bem, chegando no Trairão nos hospedamos na casa da Valéria, a anfitriã. Vejam abaixo uma fotuxa dela com a aniversariante e o esposo.

A menina é a cara do pai....
Ah, mas como era gente pra caramba, os “expulsáveis” (leia-se qualquer um que não seja os meus pais e os pais do montoeiro de menino do buchão que foi) foram todos despachados para as casas dos parentes. Eu fui acabar na casa da mãe da Valéria, a Dona Salete. Eu não sei o porquê, mas todos a conhecem como Saletão, vejam a fotinha.

Amélia é o @4&$363! Meu nome agora é Saletão
Tenho agradáveis lembranças daquela noite que passei dormindo em um colchão estirado no chão, com calor porque todos os ventiladores estavam ocupados e acordando de cinco em cinco minutos porque um homem que também estava no aposento sofria de bruxismo e rilhava os dentes tão alto que parecia que estava mascando um balão. Eu citei os mosquitos? Acordei flutuando pela casa, os diabinhos estavam me carregando para o ninho (sim, eram tantos que tinham até ninho).
Continuemos. No sábado passamos o dia todo arrumando o local onde seria a festa. Era em uma escola, escolhida por causa do extenso pátio interno. Uma coisa que observei nos humanos é que eles são capazes de trabalhar muito, muito mesmo, e de graça, se tiver um clima de “mutirão”. Acho que isso remonta às origens pobres de cada um. Basta tocar uma música e começar a carregar cadeira de ferro com propaganda de cerveja que todo mundo fica feliz.
Olha o resultado super-fashion do esforço de um dia inteiro, observem que eu naturalmente estava certo naquele post que fala sobre festa de aniversário:

Reparem no desenho da Moranguinho....
Uma curiosidade sobre minha personalidade: Quando se trata de crianças, eu gosto muito dos meus primos de 4,5,6 anos e brincar com eles. Sério. Mas quando junta uma montanha de menino que parece que saiu de um buraco enlameado eu surto, dá vontade de matar um por um com um martelo, um saco de pregos compridos e uma tábua. Momento psicopata desligado. Qualquer um pensaria dessa maneira depois de ver isso pra brincar na tirolesa (sim, a festa tinha tirolesa, chorem).

Tio: Quem quer morrer primeiro?? Meninos do buchão: Eu! Eu! Eu!
E claro, a tirolesa:

Tio: Menos um pra me aporrinhar...
Eu não sou uma pessoa que gosta de se gabar, isso todos os meus amigos têm em consenso. Entretanto, as vezes é bom amaciar o ego, não é? Vejam essa foto e tirem suas próprias conclusões. Ah, os nomes são Fernanda e Ellen, respectivamente.

Eu sou mesmo irresistível...
E então a festa, graças a Deus, acabou. Fui pra casa dormir, tava acabadaço. Ah! Eu consegui uma câmera, o meu pai tinha levado uma sem me dizer.
No dia seguinte fomos fazer a nossa própria festa, porque, como deve ser sabido por todos que já organizaram uma festa, os únicos que se divertem são os convidados. Nunca me diverti em festa que eu estava envolvido na organização, sempre tem um refrigerante pra servir ou um maldito de um convidado vomitando no chão pra eu limpar.
Enfim, fomos para o fim do fim do mundo, o sítio pertencente aos pais da Valéria. Tirei umas fotos legais por lá, a primeira delas pra vocês terem uma ideia de como é lá está aí embaixo.

Marmelada de banana, bananada de goiaba, goiabada de marmelo....
Vocês podem ver que há um branco além da mata, sim, são as cascatas do fim do mundo. Mas sim, o que se faz num sítio? Come-se, ora bolas. Eu subi num pé de beribá e comi uns por lá… o que eu mais detesto aconteceu: um menino viu que eu tava comendo, chegou perto, me olhou com aqueles olhos pidões e disse:
Tio, sabia que eu gosto de beribá?
Eu olhei lá de cima e arremessei um beribá na cabeça dele, tendo isso resolvido, fui passear no brejo. Sim, brejo! É divertido, sempre tem alguma coisa para se ver e dessa vez não foi diferente:

E no reino das águas claras, o Príncipe Escamado.... Sítio do Pica-Pau amarelo...
Mas eis que tive uma experiência que aconselho a todos aqueles que se consideram homens de colhões a terem também. Estava eu passeando pelo brejo (eu sei, incrivelmente gay) quando os beribás finalmente começaram a fazer efeito: minhas tripas pareciam cobras dançando Ragatanga do Rouge, lembra? (GAY GAY). A saída foi procurar uma moita atrás da qual eu pudesse aliviar o ventre.
Encontrei a moita já com o menino quase nascendo. Só houve tempo para baixar as calças e o resto todo ser humano já sabe. Depois de terminado o serviço, olhei para os lados à procura de alguma coisa que pudesse terminar o serviço. Vendo que as folhas do arbusto eram muito aveludadas, meu senso ancestral apitou dizendo que aquilo dali poderia me causar uma coceira indevida e tracei outra tática.
Levantei as calças e saí andando de pernas abertas à procura de um lugar mais reservado do brejo, porque eu não havia levado outra roupa, então eu teria que tomar banho como vim ao mundo: pelado e muito gato.
Encontrei uma baixada rodeada de mato alto, não pensei duas vezes, tirei a roupa toda de novo e me joguei na água, morrendo de medo de ter algum bicho sondando minha sucuri (Jisuis). Essa experiência serviu como teste de sobrevivência, mais difícil do que passar uma semana largado no mato só com um palito de dente como utensílio pra tudo (vai dizer que andar cagado é mais fácil que isso?).
Não tirei foto do lavatório. Eu sei, foi um erro.
Voltei então para a sede do sítio para o almoço, veja aí como pobre comendo é a coisa mais bela de se observar:

Todos comendo os bolinhos de chuva da Tia Nastácia
Depois do almoço fiquei jogado por lá, muito tranquilo e satisfeito. Afinal, tinha sobrevivido a um dos testes mais difíceis que a natureza já aprontou para o ser humano e estava de barriga cheia de tanta carne de porco e galinha caipira que eu comi. Sabe quando você se deita sem camisa com as mãos atrás da cabeça, debaixo de uma árvore e não tem barulho algum além do vento? Pois é:

Tô com preguiça de escrever alguma coisa aqui
Mas como a alegria de sábios dura pouco, isso acabou rápido, MUITO rápido mesmo. Alguns segundos depois que tirei essa foto, me levantei para ir ao banheiro (dessa vez era só o número um) e enquanto eu passava pelo lado da casa, que é rodeada por uma área grande, fui alvejado com um caroço de jambo direto na minha cabeça. Segundo a autora do disparo, foi sem querer, mas tenho lá minhas suspeitas… Pois bem, tirei uma foto do bendito caroço que me deixou um ”gondó” na testa.

Projétil usado no atentado à minha inteligência
Depois de ir ao banheiro, já meio fulo da vida. Fui espairecer. Subi em um morro com a câmera e tirei umas fotos de lá de cima, ficaram boas, olha algumas

Looooooooooonge dali habita a civilização

Eu gritei: Montanha baitola! E o eco veio "Athoron Perigon!"

Reparem na gota de suor. Mulherada, contenha-se.
Depois de todas essas peripécias eu voltei pra casa da Valéria, me despedi de todo mundo e voltei pro fim do mundo, que convenhamos, é mais perto do mundo do que o fim do fim do mundo. XD.
Até mais!
Mães querem filhos perfeitos, perfeitamente
Olá meus amiguinhos que querem saber mais verdades sobre a vida! O tio Wolfgang está aqui mais uma vez para mostrar como as coisas são simples e ao mesmo tempo confusas, mas tudo na mais santa simplicidade simplória e simples.
O assunto de hoje é mães, volto a ele porque nem mesmo em uma dissecação longa e detalhada alguém poderia explicar o que se passa nesses cérebros cabulosos que estão nos crânios de vossas mães. Portanto, o assunto está longe de acabar e eu pretendo chegar pelo menos à metade ainda nessa encarnação.
Subam nas suas mulas e saltem as poças de água porque a viagem vai começar…
Vejam os passarinhos voando! Olha só, lembram daquela história do pintinho que não tinha *? Ele morava aqui… hmmm, chegamos.
Uma mulher está sentada debaixo de uma árvore com seu filho. Ao redor uma grama verde bem ensolarada impede que se olhe diretamente para qualquer parte dela. O garoto segura o livro, enquanto a mãe segura um cipó. O menino tenta ler, mas gagueja demais. A mulher perde a paciência:
MULEQUE! LÊ DIREITO SE NÃO EU TE QUEBRO TODO! Berra a mãe dele brandindo o cipó com o rosto desfigurado e pingando saliva na cara do menino.
Tá bom mamãe! Diz o menino se tremendo e se encolhendo tanto que parece uma jaca encostada no tronco da árvore.
Muito bem, vamos deixar os dois aqui e voltemos daqui a alguns dias…
Upa upa cavalinho! Vamos correr pelas colinas relvadas enquanto o tempo passa….
Acredito que tempo o suficiente já se passou, voltemos agora para ver o resultado dos mimos que aquela mamãe estava fazendo no filho.
Um lago espelhando o céu azul com algumas nuvens de formatos duvidosos ocupa grande parte do terreno do castelo encantado. No terraço pode-se ver algumas celebridades, como o patinho feio e o menino de rua do Pepe Moreno. Aquela senhora que outrora segurava um cipó agora tem em uma mão uma taça de champagne e na outra o ombro do menino, que mais do que nunca parece uma jaca. A mulher sorri enquanto tagarela para uma outra, dizendo…
- Pois é, o Murilinho aqui tirou 10 em todas as matérias sem eu nem precisar ensinar nada pra ele! O menino é um prodígio! Sou a mãe mais orgulhosa do mundo, meu filho aprende tudo na escola, até o dever de casa ele faz sozinho, some por alguns minutos e volta com ele pronto! Ao contrário do que eu soube do seu filho, o Juninho, que ficou de recuperação em 7 matérias mesmo você esmurrando o pobre toda tarde…
Acorde, jovem imprudente! Voltemos agora ao mundo em que você vive.
Como você teve o prazer de ver tendo eu em sua companhia, a mamãe que ama muito a sua prole queria que o filho fosse perfeito, chegando ao ponto de surrar o pobre inocente e incapaz apenas para que ele fosse um bom aluno. HAHAHA, mentirinha… ela fazia isso só pra poder se gabar pras amigas e esfregar nas caras delas que os respectivos filhos são tapados (ou, no meu ponto de vista privilegiado, mostrar que elas não surram em quantidade ou intensidade o suficiente…)
Ai ai, mamães sempre amam os melhores… a menos que haja um filho muito burro, aí elas terão mais afeto por este. Mas isso é assunto pra outro post…. até mais!
Presentinho Secreto
Estamos chegando no final de mais um ano, e todos vocês estão saltitantes pelos presentinhos do Natal. Sim, eu bem sei que nenhum de vocês está prestando atenção ou simplesmente sabe do que o Natal trata, mas vocês se importam com os presentes… seres previsíveis, perdoarei vocês mais uma vez pela falta.
Graças a essa sua fome consumista, tive a oportunidade de observar um dos eventos mais curiosos da cultura humana. Ainda não pude observá-lo em outras culturas além da brasileira, porque estava ocupado observando outras coisas que detalharei em outro momento.
O evento acima citado é, naturalmente, a cerimônia do Amigo Secreto. Ela mais uma vez exprime o que de mais estranho vocês têm: mal gosto combinado com cara de pau e altas doses de cinismo e redundância.
Vejamos a cena de hoje, observe as falas primorosas de cada uma das personagens.
Na véspera de Natal, pouco antes do Papai Noel sair de sua garagem com as renas, as pessoas se reúnem na sala de estar de suas casas. Estão todos em um clima descontraído, rindo uns dos outros. Chegou a hora que esperavam, porque por alguma razão elas acham divertido o clima de suspense. O que cada um irá ganhar? Quem presenteará quem? Elas logo descobririam.
O patriarca da família se levanta com o presente na mão e pigarreia, anunciando que esta era a hora. Ele então começa o seu….
Discurso
É um dos momentos com possibilidades de resultados catastróficos mais altas. Nela normalmente o interlocutor dá pistas sobre quem ele vai presentear. Ele usará pistas genéricas (e até mesmo ambíguas, se me entende) para revelar, até que ele dirá algo do tipo “meu amigo secreto pegou um chifre esse ano…” e dará uma risada gostosa esperando que todos deem uma também. Citar a infidelidade não é lá uma maneira muito amistosa de indicar alguém, seria o mesmo que dizer “o meu amigo é um corno baitola, cuja mulher é que nem maçaneta de quartel”, só que mais sutilmente. A possibilidade de ele ter dito isso com requintes de crueldade é muito alta, o que levará o presenteado a chutá-lo dali.
“O meu amigo é um cara muito legal, esse ano ele trocou de emprego e finalmente se casou…”
Tradução
“O meu amigo é um pé no saco, foi demitido esse ano e engravidou a namorada…”
Logo após ele entregar a rapadura e informar a todos quem ele vai presentear, vem a parte do “Ai que surpresa agradável!” que soa mais a “Aff, esse cara é pão duro pra caramba, o meu presente deve ser uma droga”. O sorteado se levanta e dá uma abraço no presentador, o olhar furtivo para o tamanho do pacote e para a embalagem para ver se o presente é de marca passa despercebido aos parentes menos atentos. E aí vem a..
Cantoria
As mulheres e crianças irromperão no canto idiota de “abre! Abre! Abre!” e os parentes terão o prazer de observar a expressão de angústia no rosto de quem deu o presente. Pela sua cabeça passam os pensamentos de “será que ele gostou? Será que ele vai esfregar na minha cara que eu sou mão de cutia assada? Será que minha vida social será terminantemente destruída? DEUS!”. O presenteado abrirá o pacote com um sorriso de orelha a orelha (lembrando que esse tipo de sorriso normalmente não significa felicidade…) e o sorriso se desfará quando ver um par de sandálias Mikalce enrolado em jornal por baixo do papel dourado.
Cara de pau
“A-D-O-R-E-I”
Tradução
“FILHO DE UMA *****, EU TE PEGO SEU SAFADO INFELIZ!”
É por isso que eu acho que ser ator não deveria ser considerado profissão. Afinal, todo mundo sabe mentir assim como sabe respirar.
“…How how how! Não se metam a besta, crianças, presente ninguém dá como o Papai Noel!” Srº Nicolau e suas renas.
I’m sick of this monster monster….
=]
A incrível história do Boto Cor de Rosa
A Produtividade de Pandora
Antes de mais nada quero dizer que este post é um teste de eficiência e organização. Eu li há alguns dias um post da Bia Kunze sobre organização e eu resolvi experimentar (aconselho a todos fazerem o mesmo!). Segundo o post é possível aumentar a produtividade, e como tive que tirar umas teias de aranha daqui antes de conseguir postar alguma coisa, botei em prática o método levemente alterado por mim.
Como podem ver, ele já está dando resultados, porque esse já é um post novo =]
Então vamos ao segundo tema do post: Pandora.
Pobres leitores desse blog, que gastam seu precioso tempo lendo minhas sábias palavras, saibam que vocês não encontrariam nada melhor pra fazer, portanto sejam felizes. Lhes contarei agora segredos insondáveis que durante muitos anos guardei, confesso que por medo de sua curiosidade que sempre leva à violência contra seres superiores (vide os aliens da área 51 que vocês esquartejaram).

- …numa casinha no meio do mato
…nesta mesma galáxia em que vivemos agora, um deus de um mundo antigo chamado Zeus teve uma filha chamada Pandora. Eis que ela era a primeira filha, e como ele ainda era iludido com a paternidade e achava isso uma coisa boa, cobria a filhota de presentes cuticutis. Até que um dia ele deu a ela um colar mágico, que ela achou superfashion.
Ela então arranjou uma caixa pra guardar o colar, essa caixa servia para guardar sentimentos para que o dono sempre se lembrasse deles. O que Pandora não sabia é que a caixa não poderia guardar itens materiais, e que ao guardar o colar nela, ele se destruiria. Como o colar era muito importante, ela fez chuíf chuif por muitos dias sem parar.
Zeus, já muito desgraçado da vida com Pandora que não parava de chorar nem um minuto no pé do seu ouvido, arranjou um mortal trouxa pra casar com ela, cujo nome era Epimeteu (hmmmm…). Ela se mudou pra casa do infeliz com a caixa e tudo.
Mas o terrível efeito da caixa estava presente, e ela nunca conseguia deixar de estar triste. Então um belo dia ela finalmente não aguentou e se matou, ouvindo muitas horas de Calipso por dia.

Vou falar-lhes agora de um dos maiores mistérios da humanidade, que nenhum de vocês, claro, conhece: a minha origem.
Sim, porque todos nós, entediados pela vida imortal, gostamos de contar histórias, é a única coisa que nos faz passar o tempo… rumo ao tempo sem fim. Não espero que você tenha entendido, afinal, você é apenas um nerd que está lendo isso aqui. Ah, eu sou um imortal mais descolado, que também gosta de observar como vocês são esquisitos e posta tudo num blog.
Um belo dia Epimeteu (hmmmm de novo) não se aguentou de curiosidade e abriu a caixa da Pandora. Como ela era uma mulher da vida muito conhecida, tinha de tudo dentro dela, e desse tudo, quase tudo capou o gato da caixa – tudo quanto é desgraça que tem na sua vida hoje, saiu daquela caixinha, vou parar um minuto esperando você parar de xingar o pobre Epimeteu.
Mas onde eu entro nessa história? Muito simples: Ela tinha uma namorado chamado Narciso antes disso tudo, na caixa havia a lembrança da beleza dele – que, sejamos sincero, era um verdadeiro d-e-u-s g-r-e-g-o (mas isso é uma beeshooona! Na verdade ele era um mortal tapado feito você, porém incrivelmente narcisista, como você de novo). E a permanência confinada dessa lembrança com o amor que ela sentiu por ele, com a sabedoria adquirida com Palas Atena, com a força de Hércules e o poder de Zeus acabou gerando um ser que estava acima de todas essas coisas bobas que estavam ao seu redor, e você está lendo palavras escritas pelo própria agora.
Como mais explicar minha beleza fenomenal, minhas fartas sabedoria e força, mais o meu poder supremo de persuasão? Só isso é capaz de explicar tamanha perfeição num único ser. E, sim, eu me acho humilde =]
Apenas esperem pra ver
=]
