Aquele do bolo com cobertura de ovo

27 27UTC Outubro, 2009 Wolfgang Deixe um comentário

Meus fiéis leitores, não sabem o sofrimento e a angústia a qual fui submetido nesse final de semana. Tive que comparecer à uma festa de aniversário de criança… pobre! Argh, ao me lembrar daquelas musiquinhas da Xuxa meus ouvidos clamam pelo suicídio. Como não poderia deixar de ser, examinei cuidadosamente cada aspecto do evento, e abaixo está listado os itens que tive o enorme desprazer de presenciar ou que estiveram presentes em outras festinhas em que estive.
A Mesa
Os pelos da minha nuca arrepiaram-se nesse instante. Lembro de que, ao subir as escadas para o terraço onde a festa era (sim, na laje, santo Deus) dei de cara com a mesa onde o bolo estava. Nesse tipo de festa, sempre tem um bolo no centro da mesa, uma multidão de brigadeiros multicoloridos ao redor e, com sorte, garrafas de refrigerantes Guri nas laterais próximas às respectivas pirâmides de copos descartáveis.
A Decoração
Atrás da mesa com os quitutes da festa, sempre há um painel onde está escrito “Parabéns Rudinelson” em uma paisagem duvidosa da Branca de Neve rodeada de borboletinhas. Ao redor do painel há uma trança de balões coloridos, onde uma das extremidades sempre fica maior do que a outra. Nas mesas onde os convidados esperam pacientemente a temida “hora do parabéns”, as cadeiras de metal pintadas de branco e enferrujadas dão todo aquele charme. Nelas também existem os “arranjos” de balões e outras coisas feitas de EVA pela sobrinha da vizinha.
A Caracterização
Alguém já foi em festa de criança onde não foram distribuídos aqueles cones pra colocar na cabeça? Por mais diabólico que aquilo seja, os pimpolhos adoram o elástico roçando no queixo e enrolando nos pelos próximos das orelhas. Também são distribuídas as simpaticíssimas línguas-de-sogra, que as crianças ficam soprando sem parar na orelha dos poucos adultos civilizados que permanecem sãos.
Um calafrio perpassou minhas costas.
O mais irritante dos penduricalhos distribuídos às nossas amadas criancinhas de Jesus é aquela cornetinha de plástico. Assim que o cérebro confirma contato visual com uma daquelas, ele dispara uma onda hormonal na corrente sanguínea delas levando uma só ordem: ENCHER O SACO. Elas então saem pululando feito pulgas esvaziando os pulmões naqueles troços que, se o diabo era músico no céu, eram o instrumento favorito dele.
Isso me leva ao…
Comportamento
Crianças veem em uma festa de aniversário a oportunidade perfeita para executar a função vital de suas existências: APORRINHAR. Elas sabem que nesse ambiente, qualquer diabrura será vista como “Ah, eles são crianças, isso passa” e aprontam de tudo. Tenho pena da senhora mãe do aniversariante quando vê o Juquinha pendurado na cortina com as mãos sujas de chocolate. Cortina essa que ela pagou em 18 vezes no carnê.
Uma olhada rápida no fluxo de pessoas na festa revela que:
5% são responsáveis pela comida e estão fazendo o seu trabalho
10% são parentes, estão zanzando para garantir que ficarão por dentro das fofocas, como a vizinha Milourdes que não sabe comer sem mascar a carne de boca aberta.
85% são crianças correndo, dividas em:
0,1% estão indo em direção aos pais dizer que estão se divertindo de maneira saudável e educada.
99,9% são demônios devoradores que consomem qualquer coisa doce que apareça e derrubam qualquer garçom que esteja com a bandeja cheia de pratos feitos.
Comida
Para as crianças tudo se resume a guloseimas que vão causar dor de barriga e atiçar as diabetes e lombrigas suas e das gerações futuras.
Para os adultos é sempre a mesma coisa: aquele vatapá apimentado onde dá pra contar os camarões nos dedos e com arroz frio.
A Fatídica “Hora dos Parabéns”
Os convidados se espremem ao redor da mesa, do lado de lá estão apenas os pais e irmãos do aniversariante. A agitação tomava conta dos corações presentes, podia-se sentir o cheiro no ar. O Joãozinho olha para a multidão à sua frente, ele reconheceu o infeliz que sempre lhe esmurra na escola e a mãe pensa que eles são amigos, reconhece a tia Vitorina cutucando o nariz e limpando no vestido novo da filha. Era esse o momento.
Mãos se erguem no ar, afastam-se umas das outras e alguém puxa o “Parabéns pra você…”. O aniversariante fica sem saber o que fazer. Cantar? Bater palmas? Mas aquilo é pra ele, não pode fazer essas coisas… fazer o quê? O mesmo pensava o seu irmão mais velho, naquele instante fazendo muitos cálculos de probabilidade.
Mas de repente tudo acaba. Finalmente o momento de angústia acabou, ele se inclina para soprar as velas quando o infeliz do tio Raimundo começa a cantar o “É big, é big, é hora é hora é hora…” e ele segura o fôlego pra próxima.
Quando tudo parecia, enfim, terminar. Ele respira fundo e novamente o tio Raimundo grita, dessa vez “Viva o João!” e todo mundo repete “João, João, João” enquanto ele sopra a vela.
Só não contava que o seu irmão ainda possuía resquícios de infância no seu coração, e que por consequência, possui a habilidade de praticar os atos mais infames nas horas mais indevidas. Ele agarra a nuca do irmão e empurra a cabeça do garoto no bolo.
Depois de uma risada diabólica, ele pega fôlego e diz:
RRRRRRÁÁ! PEGADINHA DO MALANDRO!!!
E antes que alguém pergunte, sim, eu vi nas Videocassetadas.

Depois que morre, todo mundo é gente boa

21 21UTC Outubro, 2009 Wolfgang Deixe um comentário

Este é mais um dos meus infinitos posts baseados na observação dessa sociedade em que fui obrigado a viver quando nasci. Infelizmente não posso viver isolado, e mesmo que pudejhsse, não teria graça se não pudesse rir das bobagens que vocês, pobres mortais, acham importantes e até indispensáveis.

Dessa vez observei que todos vocês, tão sociáveis e usuários das mentirinhas inocentes, são capazes de dizer as maiores lorotas da história diante do cadáver do seu inimigo mortal.

Cena-prova 01

Vocês se conheceram ainda na escola. Ele colocava a perna pra você cair no corredor, colava chiclete no seu cabelo, dava peteleco na sua orelha e baixava as suas calças na frente de todo mundo, enfim, era o capeta.

Depois de crescer, você acabou sendo empregado por ele. Não ganha vale transporte nem alimentação, as suas férias são de duas semanas por ano e você pega esporro todo dia no trabalho.

E um dia, o seu querido chefe tem um troço e morre.

No enterro todos choram.

Pedem pra você fazer um discurso.

E você diz:

- Ele era um homem bom.

Sinceramente, me sinto uma pessoa completamente estranha ao testemunhar uma cena como essa. Não sei de quem é a culpa, mas vocês sempre se comportam assim. Por que mentir? O cara já não está morto? Pode ainda fazer alguma coisa contigo? Então a cena correta seria:

ATENÇÃO: a cena a seguir contém altas doses de dramaticidade e violência, se você tem coração fraco e imaginação fértil, prossiga!

Era uma tarde chuvosa, gotas escuras e frias caíam sobre a pele dos presentes. Muitas cruzes, pedras frias. A viúva chorava fazendo snif snif jogada sobre o caixão do ex-marido. Flores molhadas começavam a feder na atmosfera insuportável.

As pessoas gemiam, compadecidas da pobre viúva que se lamentava tão alto que mal se ouviam as palavras do padre. Eles se amavam tanto, ela ainda não acreditava que ele morreu. Tão jovem, a viúva pensava que nunca mais amaria daquele jeito.

Mas de repente ouve-se uma voz bem mais alta do que todas as demais.

Todos os presentes olharam para o mesmo lugar para ver a pessoa que se aproximava e abriram espaço para ela passar. Era uma loira muito bonita, que apesar da chuva e da ocasião estava vestida apenas com um short apertado e uma blusa que mostrava a barriga.

As pessoas apuraram os ouvidos pra entender palavra por palavra. A presença daquela mulher era tão estranha que até o padre e a viúva pararam pra olhar.

A mulher se aproximou do caixão, olhou bem na cara do defunto, e disse sem meia palavras:

- Seu infeliz do satanás! Juro que se tua viúva não me pagar a noitada de ontem ela vai ser a próxima a empacotar! Ou isso ou não me chamo Joaquim!

Todos se entreolham.

Ninguém mais se compadece do morto.

E a verdade surge.

- Ele morreu me devendo 150 paus! Gritou um lá do fundo

- O cretino tá me devendo o aluguel!

- Ele disse que ia dar pra mim de novo! Sussurrou alguém no meio da multidão.

(And it goes on forever…. mortais, mortais).

PÇ #01 – Coisemos as Coisas

23 23UTC Setembro, 2009 Wolfgang 1 comentário

Olá a todos!

Desculpem a longa espera por este post, mas peço que não comecem a lê-lo com intensa empolgação porque, quem vai com muita sede ao pote acaba bebendo lama.

Antes de começar a falar sobre o assunto em si, quero explicar o código diante do nome do post. Trata-se do seguinte:

Minha cabeça foi corrompida pelo Twitter, de maneira que minha criatividade se limita a poucas palavras, não consigo mais escrever textos longos mantendo a coerência.

Então, o que seria melhor? Textos mais extensos que perdem na qualidade ou texto mais concisos (porém bem maiores que 140 caracteres) que conseguem se manter lógicos?

Eu decidi então criar as Pérolas de Çabedoria (sim, você leu certo). Posts mais curtos, que expressam o que tenho a dizer de maneira mais rápida sem (muita) enrolação. Ah, o #01 indica que é a primeira PÇ (nossa, você já deduzia isso? Você é um gênio!).

Textos mais longos serão postados mais esporadicamente, porque eu ainda vou tentar me livrar dessa coisa medonha que é o Twitter.

Então vamos lá!

Esse post pode ser entendido como uma continuação do Pobre é Uma Desgraça, porém voltado para a linguagem, não mais dos outros hábitos ridículos. Leia o seguinte diálogo com atenção:

- Você coisou?
- Coisei.
- Mas e aí? O coiso foi bom?
- Meu amigo, coisar é a melhor coisa do mundo, ainda mais quando não se coisa sozinho como eu fazia.
- É mesmo! Coisar é muito legal.

Entendeu? Não?

Pois deveria, porque isso é coisa (aaaargh!) de pobre!

Vejamos:

A pobreza é algo que atinge todas as áreas da vida, não ficando isolada apenas à falta de dinheiro (lembre-se: pobreza se espalha como tinta preta na água), o que acaba por afetar também o vocabulário do indivíduo portador da pobreza.

O vocabulário fica tão pobre que a pessoa se vê obrigada a usar os substantivos e o verbo coringa da Língua Portuguesa (que graças a Deus, tem muitas, muitas palavras que podem ser usadas). Então o infeliz não conhecedor delas (ou afetado pela pobreza) usa a coisa/coiso/coisar para simplificar a vida.

Mas aqui está um segredo: tudo está no contexto. Se você ver dois pobres conversando e quiser entender o que eles dizem (mas lembrando de manter-se afastado, porque pobreza se pega pelo ar) fique algum tempo por perto e substitua a coisa/coiso/coisar pelas palavras devidas. Vamos rever o diálogo acima, tendo como contexto uma dança:

- Você dançou?
- Dancei.
- Mas e aí? A dança foi boa?
- Meu amigo, dançar é a melhor coisa do mundo, ainda mais quando não se coisa sozinho como eu fazia.
- É mesmo! Dançar é muito legal.
Uma mente poluída interpretou o primeiro texto com conotação sexual, que eu sei!
Bem, por aqui acaba a PÇ #01, até mais!

O poder de um palavrão

8 08UTC Setembro, 2009 Wolfgang Deixe um comentário

O palavrão é uma palavra chula e feia. Crianças, nunca digam palavrões. Não porque são feios e chulos, mas porque detêm poderes inimagináveis para vocês cujas mentes mortais não são capazes de entender mas sob os quais estão (que começo bonito).

Como não quero fritar seus cérebros primitivos com informações divinas esparramadas sobre vocês, vou desenvolver o assunto paulatinamente (vocês não têm a mínima ideia de como eu detesto essa palavra).

Com vocês, o palavrão, merda.

O palavrão quando usado de maneira dosada, tem grande poder de persuasão. Principalmente se ele vem de uma boca que não tem o hábito de proferi-los.

Cena-Prova:

Sua vovó, aquela santa que aos 86 anos de idade ainda queima as mãos fazendo bolinho de chuva para um marmanjo como você, nunca diz nada além de palavras sábias que a idade lhe proporciona.

Uma bela tarde você está esparramado como de costume no sofá assistindo televisão na casa dela, ela pede que você vá à banca do seu Manel pra comprar papel higiênico.

Você dá aquela coçada no saco e diz que “agora não dá, vai passar o filme da Barbie na sessão da tarde”

A velhinha pensa: “Quem é esse infeliz que pensa que vou ficar fazendo os gostos dele enquanto não posso nem limpar a bunda?” Ela chega bem perto, te agarra pela orelha, te ergue acima da cabeça dela e diz:

-Vai logo, filho de uma ****! (Jesus não gosta de palavrões).
- Tá bom, vovó.

É fato que você vai correndo. O palavrão dito sem nem mesmo um pingo de hesitação demonstra toda a fúria da velhota e a canaliza direto para a sua cara assustada, não há escapatória.

Ouçam minhas palavras divinas, crianças. O poder de um palavrão, é a persuasão.

Embora meu conhecimento se estenda rumo ao infinito, não tenho certeza se essas palavras ditas por minha pessoa vão ajudá-los. Isso se deve às suas cabeças ocas, que vão experimentar minhas filosofias em situações totalmente fora de contexto – e, com perdão do bom vocabulário, vão se ***** (Jesus não gosta de palavrões).

Cena-Prova 2:

Você trabalha como motoboy há anos, passa o dia todo correndo feito um louco e arrancando retrovisores. Anunciam que haverá uma promoção para taxista (uma raça mais nobre de trabalhadores) e vão entrevistar os interessados.

Você, claro, comparece.

Senta diante do entrevistador (e seu, quem sabe, futuro chefe).

Ele pergunta “Por que você quer ser promovido?”

E você diz.

“Porque eu sou *oda”.

O homem te olha.

¬¬

Ele te olha.

¬¬

!

No buteco mais tarde você diz que não sabe explicar onde foi que errou.

Quando comecei a escrever isso, fiquei na dúvida se deveria revelar o mais poderoso de todos os palavrões para que vocês não caíssem na tentação de usá-lo e dizimarem a humanidade em dois dias. Mas lembrei que não me importo com o que acontece com vocês, e por isso vou dizer.

Cena-Prova 3:

O Corinthians perdeu de novo só pra variar. E você torce para ele. Lá vem aquele seu amigo pentelho que por acaso é palmeirense → e o Corinthians perdeu justamente para o Palmeiras.

Inicia-se uma clássica discussão acalorada, embora a missa de sétimo dia da sua sogra não seja o lugar mais adequado para isso.

- O Corinthians é time de frutinha! Diz ele.

- Sou bem eu que fico agarrado no Pal… meiras que nem jabuticaba no pau! Você responde usando o trocadilho mais infeliz da Terra.

- AH!!! - segue-se um momento em que o universo inteiro para, uma brisa fria trás uma bola de cipós secos rolando pelo chão, a câmera gira em 360º e dá um close na cara dele – VAI TOMAR BEM NO MEIO DO SEU *.

Isso dito com a medida certa de raiva, sacudida de punhos e de saliva lançada na sua cara é capaz de calar até manicure. E o melhor é que você perdeu a razão completamente, sem nem ser necessário usar algum argumento válido!

Se amanhã eu vir que o Fidel deu um abraço no Obama, sei que usaram minhas palavras para o bem.

@wolfgang_br

Sobre os Nerds

31 31UTC Agosto, 2009 Wolfgang Deixe um comentário

Hoje vou falar sobre um tema cuja pesquisa me foi muito custosa. Custosa porque eu não sou nem um pingo nerd, não sabia nada sobre eles, mas percebi que hoje em dia influenciam muito a sociedade em que fui inserido.

Vamos por partes, como sempre

A Origem

A origem dos nerds é um tanto quanto desconhecida, mas é bom lembrar que sempre houve gente esquisita no mundo. Uma pesquisa mais profunda me mostrou que os nerds são seres mitológicos, que, para o azar da humanidade, existem. (Eu sempre quis um Pégaso, mas parece que o Papai Noel anda me ignorando, deixa pra lá).

Na Grécia antiga havia uma ilha chamada Nerdos, onde viviam os sabichões com síndrome de isolamento da humanidade. Foram criados por Poseidon, o deus dos mares que os colocou lá, longe de seres femininos para evitar que sua sapiência fosse atingida por elas. Mas aconteceu que a deusa da discórdia chamada Éris não tinha nada pra fazer e resolveu colocar uma mulherada lá pra ver no que dava.

O pior então aconteceu.

Os nerds (habitantes da ilha de Nerdos) perderam o foco de suas pesquisas. Antes prestavam atenção nas retas, mas agora prestavam atenção somente nas curvas (lembre-se que na Grécia todo mundo era meio boiola).

Poseidon ficou irado com os nerds e mandou uma onda gigante para acabar com todos, mas eles utilizaram a tecnologia até então desenvolvida e fugiram de lá antes do pior. Os nerds tiveram uma proliferação lenta (e muito, muito dificultosa) e seus genes corrompidos foram dissolvidos em meio ao bons…

(brecha no espaço-tempo de milhares de anos)

Características

…até que se uniram novamente para formar aquele cara que você senta atrás no colégio, que se treme todo só de pensar em falar com uma menina. Que é fera em Matemática, mas não entende nada de biologia aplicada. Você pensa: De que inferno esse camarada saiu? Bem, agora você já sabe.

A principal característica de um nerd não é o seu gosto pessoal por filmes (aprender Klingon, se vestir de Frodo e dizer que tem o Anel), animes (se vestir de Naruto e ir numa dessas feiras de otakos) ou jogos (passa dias diante do Pc sem tomar banho pra conseguir a Sword Of Spirit em algum MMORPG).

A característica que define um nerd é bem simples e fácil de sacar: ele não consegue, em hipótese alguma, nem sob ameaça de ter sua coleção de quadrinhos do Homem Cueca queimada, chegar perto de uma mulher com intenções fornicatórias.

É fato: Nerd que é nerd tem quase uma aversão (embora não sejam gays em sua maioria) ao sexo oposto. Suam, choram e peidam quando se veem na situação onde falar com uma mulher é inevitável.

O pior de tudo vem agora.

Contágio

A SNA (Síndrome da Nerdice Adquirida) é facilmente transmitida de um nerd para uma pessoa sã através do convívio. Você pode ser o cara mais legal e pegador da região, mas alguns minutos ao lado de um nerd vão desviar sua atenção para séries de ficção científica e jogos online, anulando totalmente a sua capacidade de se aproximar novamente do sexo feminino. Portanto, cuidado!

Prevenção

Se ficar perto de um é inevitável (como na escola, faculdade ou trabalho), há meios de prevenção. A mais eficaz dela é, assim que o nerd fizer menção de abrir a boca, você começar a falar como foi boa a noitada com uma loiraça que conheceu alguns minutos antes da festinha. O nerd vai ficar com inveja e, para não dar na cara, vai sair de fininho sem falar nada. Esse método é válido somente durante algum tempo, pois perde o efeito desesperadoramente rápido.

A Cura

Ah, pensa que vou entregar a cura assim de bandeja? Não! A nerdice é algo irreversível, é um pulo no abismo, um palavrão gritado para o padre, em resumo: uma vez nerd, sempre nerd.

Mas…

Sempre há um “mas”, serei legal com você que leu isso aqui desesperadamente atrás de uma resposta para seus problemas com fêmeas, aqui vão alguns conselhos úteis para que os sintomas sejam minimizados (o que é bom para pegadores como eu, pois não há cura).

Conselho único e completo:

Se jogue da ponte

Bem, mas ainda há esperança além disso, leia outro post por aqui que você irá descobrir… (uma dica sutil aqui)

A lei de Murphy não me segue no Twitter

24 24UTC Agosto, 2009 Wolfgang Deixe um comentário

Mas não larga do meu pé na vida real. Minha busca pelo meaning of life mostra que a lei de Murphy está plenamente correta. Para os que não têm um corpo presente no planeta Terra, a lei de Murphy diz que “Tudo o que pode dar errado, dará errado e da maneira que cause o maior dano possível”, as outras variações não podem ser atribuídas a ele, como “o pão sempre cai com a manteiga para baixo”, “quem gosta de homem é boiola, mulher gosta é de dinheiro” e outras coisas observadas por pedreiros na hora da “boia”.

Então deixem-me narrar-lhes minha lamentável história ocorrida às 21:50 do dia 19/08/09. Saí da faculdade mais cedo que o de costume, porque o professor liberou. Então eu dou graças a Deus por ter saído e poder comer alguma coisa (não havia comido nada desde o almoço e estava de mal humor por isso)..

Uma pequena nota: NUNCA fique de mal humor, uma interpretação da lei de Murphy diz que pode piorar, e vai piorar da pior (!) maneira (im)possível.

Ao me aproximar de casa, deparo-me com uma cena nada normal: todo o quarteirão com as luzes apagadas, com a possibilidade de ser um “Green Night for World Preservation” nula. Me arrastei ladeira abaixo, com a barriga tão vazia que dava para ver minhas vértebras se alguém olhasse para mim de frente.

Eu entro em casa, tudo escuro, barriga vazia, morrendo de calor, minha consciência superior ameaçando abandonar este corpo esbelto do qual sou dono. Não fui doido de deixar a porta aberta, porque no breu total os ladrões deveriam estar fazendo o rapa. Então definhei encolhido sobre a cama, lembrando de dias melhores (dias estes em que eu era só um cara normal, dias em que eu não era o Escolhido, dias em que eu chegava em casa e dava um murro no meu irmão peste).

Decidi então dormir com fome, não tinha nem ânimo pra levantar e fazer algum rango. Tomei um banho e me atirei na cama esperando entrar em coma e acordar na UTI mais próxima.

Quando estava quase pegando no sono, eis que os meus maiores temores se confirmaram: mosquitos enviados do inferno começaram a zumbir perto dos meus ouvidos. No instante seguinte eu conseguia ouvir todos os ruídos do quarteirão. Desde o gota-gota do chuveiro até o pelo do cachorro crescendo.

Tentei voltar a ser surdo de novo… mas nada me fazia desconcentrar. Mas eis então que veio a luz! O meu sagrado ventilador começou a funcionar com toda a força e os mosquitos maláricos foram embora. Um dia quando eu for o dono do mundo (e não vai demorar muito, esperem só) vou canonizar o cara que inventou o ventilador.

Outra coisa:

No final de semana, tenho o hábito de ir visitar uns amigos meus e voltar só na segunda-feira. Nesse final de semana peguei um micro-ônibus quase deserto, joguei a bolsa com o notebook no banco ao lado e comecei a ler um livro.

O tempo foi passando e começou a encher de gente, sendo que o único lugar vago ficou sendo ao meu lado. Então aconteceu o pior, e da pior maneira possível se abateu sobre mim.

Aconteceu que o micro-ônibus parou e subiu nada menos que um daqueles gordos lazarentos de meia tonelada, olhou pra um lado e para o outro e viu o assento vazio ao meu lado. Nesse momento meu instinto natural de sobrevivência me alertou para a urgência de um testamento.

O cara estava esperando o coletivo numa parada sem cobertura, debaixo de um solzinho quente de Manaus (leia-se “exaustor do inferno”), usando roupa preta e, para comprovar definitivamente que Murphy criou uma lei que deveria ser desrespeitada como o bom nome da família Sarney, estava desesperadoramente suado.

O rolha-de-poço homem sentou ao meu lado e tomei um banho daqueles, fora que fiquei esmagado contra a parede e sentindo a catinga infernal de desodorante vencido. A única coisa que me salvou foi a sonolência que essas viagens me causam, porque se eu estivesse plenamente alerta, teria surtado de claustrofobia.

Vou postar logo isso, antes que a conexão caia e junto o meu notebook queime e eu caia na escada durante quatro andares.

Vou, mas com a promessa de voltar aqui e contar mais alguns casos que aconteceram comigo, infindáveis perseguições invejosas de minha condição superior. Pobres mortais…

E falando em desgraça total, visitem este site: Vida De Merda.

@Wolfgang_br

Métodos de Conquista

18 18UTC Agosto, 2009 Wolfgang 1 comentário

Boa tarde a todos.

Ainda em busca do sentido da vida, descobri que muitas pessoas só se sentem realizadas quando estão apaixonadas e são correspondidas, em seguida casando e tendo uma penca de filhos.

Se você é dessas pessoas mas infelizmente não é provido de beleza exterior (e ainda diz que a interior é que importa), eis aqui algumas dicas para você parar de ser um encalhado. Claro que eu não preciso delas, pois até um arroto meu suscita paixões arrebatadoras.

Vou dividir os métodos em três partes:

Genéricos – Serve para homens e para mulheres que querem sair do atraso

Homens – Serve para conquistar os homens.

Mulheres – Serve para conquistar esses seres incoerentes, porém indispensáveis (vai dizer que tem comida melhor que a da vovó?).

Chega de enrolação, vamos começar mais um tutorial de sobrevivência na selva.

1. Métodos Genéricos

1.1 Vista-se

Você pode se achar a pessoa mais linda do mundo, mas os fatos de você ainda continuar virgem aos 37 anos e morando com sua mãe provam o contrário. Provavelmente você já tentou mostrar o “tanquinho” andando por aí sem camisa ou com roupas que mostram a barriga, mas o máximo que conseguiu foi pessoas vomitando por aí.

Esse comportamento coletivo demonstra que o seu corpinho sexy não agrada, então, vista-se! Se você for incrivelmente magro/a, use roupas folgadas que deixam o vento circular dando a impressão de presença corporal. Caso você seja gordinho/a, vista roupas pesadas, com muitos detalhes, pra que ninguém repare no que há por baixo…

1.2 Cheire bem

Vou falar uma coisa: Detesto perfume. Não nos outros, mas em mim mesmo. Mas isso não implica que eu ande fedendo por aí. E mesmo que eu andasse fedendo, eu tenho o dom de arrasar corações e você NÃO, portanto passe um perfume sem exagerar.

Se você tem uma arara que mora em cada axila, use desodorantes que prestem, deixe de mão aquele seu “Água Piratininga, mata toda a catinga” e compre um que não te abandona.

1.3 Cuide dos dentes

Interprete esse tópico genérico como uma preparação para os outros. No improvável evento de alguém ter pena de você e te dar um beijo, você deve estar com os dentes todos em ordem, sem cáries, mal hálito ou aftas (blarg, você também precisa parar de comer fritura).

Aqui terminamos o manual básico, passemos à parte onde os nuances dos seres dos homens e mulheres são explorados ao máximo a fim de fazê-los sucumbir diante do seu charme duvidoso

2. Métodos Visando Homens

Não vou falar sobre o que me seduz, pois sou inseduzível. Ninguém me pega, eu é que pego. Você não tem a menor chance se eu não quiser nada com você, mas não se mate, quem sabe você não encontra a metade da sua jaca?

2.1 Seja sutil

Faz parte do folclore masculino estar no controle, então você deve dar em cima, mas sem deixar que ele perceba. Entendeu?

2.2 Não seja sutil

O conselho sobre esconder o corpo ainda é válido, mas os homens gostam de ver “algo a mais”, então abra um sorrisão e espere que ele ache isso sensual. For the God’s sake, lembre-se de tirar o pedaço de alface do dente.

2.3 Cale a boca

O cérebro masculino foi feito para aproveitar o silêncio e formas curvas que vão passando. Não foi feito para conversas profundas sobre filosofia ou como a sua prima Catarina teve uma diarreia daquelas. Claro que ele conversa, mas cale a boca com frequência.

No mais, é isso. Se você tiver muita sorte, vai encontrar um cara tão necessitado quanto você que não vai prestar atenção nos seus incontáveis defeitos (gases, celulite, voz esquisita, esquizofrenia, etc).

3. Métodos Visando Mulheres

Sou muito experiente nessa área, claro que para uma pessoa superior como eu tudo é mais fácil, mas tentarei ser claro o bastante para você, meu pobre amigo.

Única dica: Tenha dinheiro

Meu amigo leitor deste blog, com isso o seu problema está resolvido.

@wolfgang_br

Aquele em que começa de novo

11 11UTC Agosto, 2009 Wolfgang Deixe um comentário

Olá a todos novamente!

Na escala social que todos conhecemos bem, vemos no extremo positivo um ser  supremo: o rico. No extremo negativo, vemos uma coisa que nem de ser  pode ser chamada: o pobre. Como já explicado anteriormente, pobre é uma desgraça.
Enquanto o rico vive saltitante pelas colinas relvadas, o pobre vive na merda.
Agora vem o miolo deste post, essa foi uma introdução muito  criativa, você perceberá.
O assunto de hoje é merda. Não a merda em si, mas o evento  celebrado por muitos cujo nome é cagar (para pessoas de alto  QI como eu, conhecido como defecar, mas é tudo a mesma merda).
Em minha busca incessante pelo sentido da vida, procuro também  situações onde as pessoas demonstram o melhor de si  mesmas, ou pelo menos o que de melhor se pode esperar de alguém.
Então numa madrugada especialmente barulhenta, percebi que uma dessas  situações é essa hora de aperto no peito e nos  narizes. Nela até mesmo a pessoa mais arrogante se sente  indefesa, a mais saudável se sente doente e o mais nojento se  acha o dono do mundo.
Isso sem levar em conta o fato de que uma pessoa pagaria o que fosse  necessário para poder cagar em paz.
Faça o teste você mesmo!
Quando alguém for visita-lo em casa, você oferece um suco  levemente adulterado com purgante. Quando ela pedir desesperadamente  para usar o banheiro, você cobra 10 reais. Se ela não  tiver dinheiro trocado, ela vai lhe dar uma nota de 50 (escolha como  vítima alguém endinheirado).
Então ela irá correndo para o banheiro, cuja porta não fecha  de jeito nenhum (lembre-se de quebrar o trinco) e ficará lá, temendo que os seus sons escatológicos sejam ouvidos além  das paredes do banheiro e que alguém entre no recinto.
Você então, para concluir que o ato de cagar é algo  essencial ao alcance da humildade, irá abrir a porta com toda  a violência possível gritando um “tcharã”  e tirando uma foto do infeliz.
Agora vem o mais curioso.  Se o cagão é normalmente agressivo, irá se encolher no vaso como um cervo indefeso.
Se for um comediante, vai soltar uns palavrões e depois pedir por favor  pra que você se retire e não coloque as fotos no orkut  (coisa que você faz imediatamente, claro).
Se for seu pai, prepare-se para um “muleque do capeta, infeliz do  Satanás” seguido de um estrondo indicando que ele ainda  não terminou.
Infelizmente esse processo ainda não se mostrou 100% eficaz, já que  a humildade atingida é apenas temporária – o
suficiente apenas para terminar o serviço. Depois do ocorrido, você deve sumir do mapa ou vai acordar com a boca cheia de formigas.
Então estou eu aqui, continuando a busca pelo sentido da vida, escrevendo
em blogs e postando notinhas curiosas no Twitter.
Mas notem que este post faz parte de um projeto superior. Para alcançar a imortalidade, você deve sair da merda. O mesmo ocorre com este blog… saindo da merda para a eternidade!

Até mais!

@Wolfgang_br

Meninas de todo o Brasil, eu voltei

10 10UTC Agosto, 2009 Wolfgang Deixe um comentário

Olá senhoras que não aguentam mais ficar sem ler as doces palavras digitadas por meus dedos.
Comunico a todas vocês (e a quem mais vier interessar, pois sem que meu charme tem um público muito abrangente) que o blog volta a ativa.
Em alguns dias postarei coisas novas, com meu jeito serelepe de sempre de ser.
Até mais.

Sobre o recesso

2 02UTC Agosto, 2009 Wolfgang Deixe um comentário

Venho através dessa informar que eu, Wolfgang Marcos, vugo Alcateia (agora sem acento!), justificarei agora esse tempo todo de silêncio.
Acontece que como explicarei num post futuro, esse blog foi feito pra que eu aproveitasse o meu longo tempo de tédio.
Começaram as férias.
Cheguei na minha terrinha
Acabou o tédio!
Portanto, sintam-se gratos pela minha consideração de ainda vir aqui explicar alguma coisa.
Ainda tem mais o problema de saúde do meu pai, peço que orem por ele.
Até mais.