Murphy


Como o prometido, aqui vou narrar minhas proezas em que Murphy exerceu uma função crucial para o desenvolvimento da ação… mas sem enrolação, porque senão a conexão vai cair e voltará só com o Apocalipse.

Segunda Feira, 31 de Agosto de 2009
Alguns dias antes, a professora de Inglês passou uma tradução de texto e interpretação para a turma, para entregar hoje. Chegando na sala de aula, monto todo o meu aparato tecnológico para a permanência no ambiente (notebook, leia-se) e abri a mochila para pegar o meu caderno…
Mas que caderno???
Eu tinha esquecido o diabo em casa, eram 18:15, hora do rush e eu tive que sair correndo feito um doido pela rua até em casa.
Tráfego infernal, gente fedendo vindo na direção contrária, e fogo nos meus calcanhares pra chegar em casa, pegar o caderno e voltar antes da professora chegar na sala e dar um bronca diabólica na turma (assuntos pessoais).
Volto correndo, desesperado, o vento balançando meus cabelos, a fumaça sufocando minha garganta, chego na turma e…

NÃO vai ter aula, porque os infelizes dos dois professores faltaram hoje!
Agora estou aqui, criando essa página específica pra isso e adicionando mais uma coisinha no histórico do blog…
…até mais!

Sexta Feira, 04 de Setembro de 2009

Hoje de manhã eu acordei como todos os dias: abrindo os olhos. Eu combinei com o meu amigo Jay de irmos doar sangue hoje, e devido termos combinado isso algumas vezes e não deu certo, hoje era sem falta.

Fomos para a parada de ônibus e esperamos passar um bendito que nos levasse até o HEMOAM, quando…

…minha barriga começou a fazer uns barulhos escatológicos daqueles que só o dono escuta. Olhei para um lado e para o outro, sentindo o frio subindo pela espinha e arrepiando os pelos da nuca. Pensei: É o fim.

Saí correndo feito um doido para casa antes que o pior acontecesse, cheguei encharcado de suor frio e quente (??), entrei no banheiro e esqueci da vida.

Voltando ao ponto de ônibus, olhei rapidamente para os lados e não vi o Jay, então subi em um que estava passando, pensando que ele havia pêgo algum sem me esperar.

Doei sangue e nada dele aparecer.

Voltei para a casa dele na hora do almoço, perguntado pra onde ele tinha ido.

- Pra lugar nenhum – ele respondeu – fiquei te esperando quase uma hora na parada e tu não apareceu.

Nunca disse isso com tanta certeza: MERDA!!

Terça Feira, 08 de Setembro de 2009

Fiquei na casa de amigos até hoje pela manhã. Fui para a parada normalmente, lá vem um dos possíveis ônibus que eu poderia pegar, mas deixei pra lá, poderia pegar outros mais rápidos.

E lá vem o mais rápido de todos, faz o percurso cerca de 15 minutos mais rápido.  Subo e sento tranquilo no meu banquinho, lendo como sempre.

O motorista para em um ponto, o povo sobe. O motorista tenta dar a partida… nada! O ônibus deu prego no meio do nada tamanha 11 da manhã debaixo de um sol infeliz de 37ºC!

Depois de 15 minutos de espera (justamente aqueles que eu poderia ter economizado…) passa um outro e o povo todo sobe. Detalhe: Tava cheio até a alma de gente, tive que ir em pé, todo mundo olhando furtivamente para a minha formosa bunda pensando que eu não tava entendendo nada… é, vida de merda.

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